Sobre o novo projeto editorial da Folha: atribuir a redes sociais a responsabilidade pelo fake news não vai levar de volta para o papel leitores que migraram para a internet – portais e sites foram também demonizados quando explodiram.

E não é novidade para quase ninguém que, da mesma forma, a chamada mídia tradicional produz fake news, obviamente em uma escala bem menor, com alta possibilidade de estrago, muitas vezes irreparável.

E a interface é o grande propulsor disso: no papel, a diagramação; nas tevês e nas rádios, as chamadas de abertura.

É verdade que a interface das redes sociais mistura tudo, mas é possível montar uma rede organizada (pessoal, já que cada um de nós abre uma interface diferente a partir de uma série de variáveis) em que pode-se diminuir a exposição ao fake news.

Por fim, o que me chama atenção é, a despeito das críticas, as redes sociais serem bastante utilizadas como vitrines por veículos de comunicação e por seus profissionais, seja por interesse em curtidas, comentários, compartilhamentos ou pedágio para suas plataformas de origem – papel, rádio ou tevê.

Ainda me parece que o problema é o business plan.

Apesar das minhas restrições, acho corajosa essa defesa contundente do jornalismo impresso, mesmo que eu acredite que o que a move seja o business plan.

Reparem nas imagens e no vídeo que ilustram o texto no site da Folha. Aliás, a Folha Online e o UOL não são mencionados, embora cite multimídia como ferramenta de base de dados.

Em uma primeira análise do texto, percebe-se que rede é vista como transporte da versão impressa: http://temas.folha.uol.com.br/projeto-editorial-da-folha/projeto-editorial-folha-de-s-paulo/sua-excelencia-o-consumidor-de-noticias.shtml

(post publicado no Facebook em 30 abril de 2017)

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