principais destaques do Digital News Report 2017, do Reuters Institute:

* retrato abaixo está em “Jornalismo sem manchete – A implosão da página estática”, e-book publicado em 2016 (Senac), com conclusões feitas em 2012.

* dados do Digital News Report 2017 dão a certeza sobre por que alguns setores da imprensa tradicional abriram fogo contra fake news (apenas) em redes sociais, Facebook principalmente.

* só lamento o Twitter não decolar, segundo relatório do Reuters Institute.

* embora o leitor seja multiplataforma e maioria prefira notícias escolhidas por algoritmo, editores ainda desempenham importante papel na elaboração do agenda-setting.

* 75% do tráfego do BuzzFeed têm origem nas redes sociais; isso ajuda a explicar o intenso uso de threads no Twitter em coberturas ao vivo.

* Digital News Report 2017 confirma o corajosíssimo Innovation Report, do NY Times, de 2014: o fim do poder da homepage; e também aponta para o jornalismo sem manchete, minha tese, meu e-book (Senac, 2016).

* um alerta para quem insiste em vídeos longos: são trocados por textos… (isso é muito pré-banda larga!)

* e, definitivamente, portais e sites perderam a preferência: quem assiste ao noticiário em vídeo na internet o faz por redes sociais.

* a entrega de notícia, conforme sacou brilhantemente Silvio Meira, não se dará mais por meio do papel, mas de outras novas plataformas; escreveu ele em 2010 na “Folha”: “(…) mas, desde o início da internet comercial, sabia-se que a rede representava o fim de um dos fins do papel, como meio de transporte”; é o que indica o Digital News Report 2017.

* E o WhatsApp encosta no Facebook: “the use of WhatsApp for news is starting to rival Facebook in a number of markets including Malaysia (51%), Brazil (46%), and Spain (32%)”.

* uma mudança no compartilhamento de notícias na rede: em vez de Facebook e Twitter, WhastApp e Messenger.

* também o relatório da Reuters de 2017 aponta queda no uso de redes sociais para consumo de notícias.

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